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01 de Fevereiro de 2018
Onde tudo começou: na criação, Evander cresce e dita ritmo do Vasco sem Nenê
Garoto, que é meia de origem, vinha jogando como volante, mas voltou à posição depois da saída do ex-camisa 10 para o São Paulo
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Evander foi criado como um tradicional camisa 10. Na base, era aquele meia que criava jogadas, com chutes certeiros e bom toque de bola. Com o técnico Cristóvão Borges, porém, já no profissional, no início de 2017, teve de encarar uma novidade: jogar como volante. Mas tudo voltou para seu devido lugar com a saída de Nenê neste ano.

O ex-camisa 10 deixou o Vasco na sexta-feira, um dia antes do empate em 0 a 0 com o Flamengo. Pego de surpresa, o técnico Zé Ricardo teve de optar por Evander na armação diante do rival. E viu resultado. O garoto, apesar do empate, foi bem e participou com frequência da partida. Depois, ele disse que precisaria de tempo para se readaptar à "nova" função, já que vinha atuando como volante.

Mais recuado, Evander tinha o costume de carregar a bola e ter mais tempo para pensar. Quando voltou a ser meia, no sábado, teve de se readaptar à velocidade de um setor ofensivo sempre marcado em cima pelos adversários. Nesta quarta-feira, na goleada por 4 a 0 sobre a Universidad de Concepción, o meia mostrou que não desaprendeu.

Além de ter feito dois dos quatro gols do Vasco, Evander deu solidez ofensiva para os visitantes: se movimentou com eficiência no ataque e criou boas jogadas, como de costume desde as categorias de base. O Cruz-Maltino cruzou apenas duas bolas para a área da Universidad de Concepción, e o armador foi quem mais finalizou (quatro vezes).


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