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23 de Fevereiro de 2018
Sem Jô, com Borja: Corinthians e Palmeiras invertem panorama dos ataques em Dérbi
Saída de artilheiro deixa Timão com Júnior Dutra e Kazim; no Verdão, colombiano brilha
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Nos dois primeiros meses de 2018, Corinthians e Palmeiras passaram por transformações em seus ataques e chegam ao Dérbi deste sábado, às 17h (de Brasília), em Itaquera, em situações bem diferentes daquelas que viveram em 2017.

Enquanto o Corinthians deixou de ter a certeza de Jô e passou a conviver com dúvidas entre Júnior Dutra e Kazim, o Palmeiras redescobriu Miguel Borja desde que o técnico Roger Machado assumiu o comando do clube.

Os efeitos foram imediatos, e números do Campeonato Paulista mostram que Borja, sozinho, supera o desempenho da dupla corintiana.

Os números também trazem algumas conclusões:

 

  • Kazim, sem confiança, e Dutra, que não é centroavante de origem, participam menos do jogo no Corinthians;
  • Por outro lado, Borja passou a ser mais participativo, inclusive com desarmes, desde que Roger virou seu técnico;
  • Dutra, titular nas últimas rodadas do Paulistão, joga mais fora da área e finaliza menos;
  • Borja recebe mais bolas em condições de finalizar, com uma linha de quatro jogadores atrás dele (Willian, Lucas Lima, Tchê Tchê e Dudu);
  • No Timão, Romero, Jadson, Rodriguinho e Clayson, no mesmo esquema tático, não conseguem municiar os atacantes;
  • Carille passou a utilizar o 4-2-3-1 para tentar solucionar o problema.

 

 

A busca pelo 9 continua

 

Jô deixou o Corinthians com 18 gols, o título e a artilharia do Brasileirão. Marcou três vezes mais do que Borja, que só fez seis no campeonato.

Henrique Dourado, hoje no Flamengo, era a prioridade no início do ano. Matheus Matias, ex-ABC, foi apresentado nesta quinta-feira como aposta. A solução, porém, ainda parece distante.

Sem dinheiro sobrando no caixa, nem opções atrativas no mercado, a tendência é de que essa busca se arraste até a janela de transferências do meio do ano, quando novas oportunidades podem aparecer.

– Está difícil. A gente tem trabalhado muito desde o ano passado. Tem poucos no mercado, não só no Brasil. Os que tem os valores são altos. Jogamos na América do Sul pagando salário de Europa. Temos que ter cuidado. Vamos trazer o jogador que resolva. As apostas já estão aqui – afirmou o diretor adjunto Duílio Monteiro Alves.

Kazim, hoje, perdeu espaço até para Danilo, meia de origem, mas que será utilizado como centroavante durante a temporada. Dutra, por sua vez, ainda precisa de tempo para se adaptar à nova função. Será ele o titular na primeira fase da Taça Libertadores, já que o gringo está suspenso por cinco partidas na competição internacional.

 

Um novo Borja

 

Adaptado, participativo e, principalmente, artilheiro. Muito da nova fase de Borja passa por Roger, que confiou no colombiano para ser seu homem-gol em 2018.

 É o dia a dia, o convencimento do atleta, a motivação. Centroavante tem que ter confiança. O gol que ele fez contra o Mirassol, quando saiu na cara do gol, os dois cantos estavam fechados, ele jogou a bola no meio das pernas do goleiro. A confiança dele está de volta. Daí ele faz as coisas com mais naturalidade – afirmou o técnico do Palmeiras.

A confiança em Borja fez o clube ter tranquilidade na posição. Em 2017, Willian se revezou com o colombiano na função de centroavante – agora joga aberto, ajudando a criar oportunidades para o camisa 9.

Recuperado de dores no joelho, Borja treinou durante a semana e deve começar jogando. O Dérbi dos centroavantes estará completo neste sábado.


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